Silêncio

Tantas vezes a tua boca se calou diante de nós

Dos nossos violentos desencontros de certezas

Em que nenhum de nós sabia para onde caminhar

E os teus olhos se fechavam diante das mãos cheias

Que se debatiam contra os objectos demasiado frágeis

E a raiz da raiva saía do pescoço

E era aquela imensidão de silêncio

Aquele vazio que enchia a sala de eco

Um eco fumarento de pó de palavras cuspidas

E que transformava todas as certezas

Numa vontade imensa de nada saber

E tão bem que me sabias levar ao desconhecimento

E me soubeste em silêncio descobrir sem ti

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s